Congresso sobre mercado imobiliário de Barueri e região traz sinais positivos de retomada

03/05/2018
“Apanhamos de 2015 a 2017, mas agora o PIB está crescendo"

Do auge a depressão. Foi por isso que o mercado imobiliário nacional passou nos últimos anos. E o assunto rendeu nesta terça-feira, dia 27, na sede do Mercado Livre – onde aconteceu o congresso sobre o mercado imobiliário de Barueri, Osasco e região. O evento foi direcionado a empresários e executivos do setor, além de corretores. A missão: mostrar o cenário para lançamentos imobiliários, o perfil dos imóveis mais demandados, recursos para crédito e financiamento e o uso da tecnologia e da inovação como impulsionadores do negócio.

“O setor imobiliário vive um sobe e desce. Apanhamos de 2015 a 2017, mas agora o PIB está crescendo, depois de cair muito. Por isso, chegou o nosso momento. Podem investir em imóveis, essa é a hora!”, diz Nelson Antônio de Souza, vice-presidente de habitação da Caixa Econômica Federal, um dos palestrantes do encontro.

Uma medida do banco que pode melhorar ainda mais o cenário neste ano é a desburocratização do processo na hora de financiar um imóvel. “Hoje, você vai em uma concessionária e consegue financiar um carro na hora, mesmo sendo um bem que pode ser destruído ali na esquina. Mas você não consegue financiar um imóvel – que não vai sair do lugar. O processo está burocrático, está errado”, conta Nelson.

Mercado regional

De acordo com o simulador habitacional da Caixa, Barueri é a cidade da região com maior poder aquisitivo. Para se ter uma ideia, 32,25% dos imóveis mais buscados na cidade são acima de R$ 300 mil, e 44,91% são imóveis de R$ 200 a R$ 300 mil. Em Osasco, 53% dos imóveis buscados estão entre R$200 e R$300 mil – a porcentagem cai para 13,96% quando falamos em imóveis acima de R$ 300 mil.

Outro dado interessante é que no Brasil 58% das pessoas que querem um imóvel tem uma renda de R$4 mil. Quanto em Barueri 79,99% das pessoas tem uma renda acima de R$ 4 mil.

“Estamos com uma expectativa bem positiva para esta região. Nós queremos emprestar mais de R$ 1 bilhão em habitação por aqui”, finaliza o vice-presidente da Caixa.

Fonte: www.vero.com.br